sábado, 8 de setembro de 2012

NOITE BRANCA NO PARQUE



Convido aos amigos ao NOITE BRANCA NO PARQUE, que vai rolar no dia 14/09/2012 no Palácio das Artes e Parque Municipal de BH. O video " Luruskan" será exibido juntamente com vídeos de Roberto  Bellini; Fernando Rabelo; Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães; Lucas Bombozzi; Sara Lambranho; Cláudio Santos, Leonardo Dutra e Lucas Miranda; Ricardo Mehendff e uma seleção de videos da Oi Kabum. 



Pra conferir toda programação do evento:

http://www.noitebrancamg.com.br/
http://www.facebook.com/noitebrancamg
http://www.twitter.com/noitebrancamg


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FUGAZ NO 14° FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURATS DE BELO HORIZONTE




O Curta FUGAZ, fará sua estréia em BH no 14° Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. Convido os amigos a prestigiar o tradicional Festival de BH entre os dias 14 e 23 de setembro. Para conferir a programação acesse: http://www.festcurtasbh.com.br/ 

Abaixo texto assinado pelo amigo Affonso Uchoa sobre o curta:
Fugaz é um pesadelo em forma de labirinto. O garotinho trajado de rei – coroa de papelão por sobre a cabeça – a fugir de seus perseguidores: uma dupla de outras crianças e um misterioso homem de barba grande que gosta de afiar suas facas. O jovem rei corre o mundo, mas o filme não o auxilia: O espaço composto pela montagem faz com que cada porta de fuga se transforme em armadilha. A geladeira vira uma prisão, a caixa de papelão se converte em labirinto. Ao sair de um plano, encontra seus algozes logo na imagem seguinte. Condenado a viver contiguamente com seus perseguidores, forma com as duas crianças um reinado frágil: unidos pela mesma matéria que une o som e a imagem no filme: o medo.



LISTA DE SELECIONADOS:

COMPETITIVA INTERNACIONAL
A place to come –  Flatform – 9min. –  Itália
Artifacts Of The City –  Florian Schneider – 20min. – Estados Unidos
Ashes – Apitchapong – 20 min. - Tailandia
Aux bains de la reine – Sergio da Costa, Maya Cosa – 37min. – Suíça
Big in Vietnam – Mati Diop – 29 min. – França
Boro in the box - Bertrand mandico – 40 min. - França
Cat Effekt – Gustavo Jahn, Melissa Dullius – 40 min. – Brasil, Rússia, Alemanha, Lithuania
Chacais e Arabes – Jean Marie Straub – 10 min. -  Suíça
Doska Frank – Hanna Bergfors – 20min. – Suécia
How to Raise the Moon – Anja Struck – 9 min. – Alemanha
Interactions: A strategy of difference and repetition – Aryan Kaganof – 33 min. – África do Sul
Juku – Maurício Quiroga Russo – 18min. – Argentina
Kako Sam Zapalio Simona Bolivara - Igor Drljaca – 9 min. - Bósnia-Herzegovina, Canadá
La sole, entre l'eau et le sable- Angèle Chiodo – 15 min. – França
L'Ambassadeur & moi - Jan Czarlewski – 16min. – Suíça
Les Ambassadeurs - Alexia Walther, Maxime Matray – 15 min. – Suíça, França
Les corps patients - Jonathan Ricquebourg – 18min. – França
Mupepy Munatim - Pedro Peralta – 18min. – Portugal
Rafa – João Salaviza – 25min. – Portugal
Real Birds – Jem Cohen – 11 min. – Estados Unidos
Reality 2.0 - Victor Orozco – 11 min. - México, Alemanha
Red Desert – Seoungho Cho – 12 min. – Estados Unidos
Retour à Mandima - Robert-Jan Lacombe – 39 min. – Suíça
Rozmowa - Piotr Sulkowski – 16 min. – Polônia
Seeking the monkey king – Ken Jacobs – 40min. – Estados Unidos
Silêncio de dois sons – Rita Figueiredo – 14min. – Portugal
Sirocco – Hisham Bizri – 16 min. - Estados Unidos
Soner ar Glav – Giil Taws – 15 min. Islândia
Spring yes yes yes –Audrey Ginestet – 39 min. – França, Japão
Tic Tac – Josephine Ahnelt – 3 min. – Áustria
             



COMPETITIVA BRASIL
A mão que afaga - Gabriela Amaral Almeida – 19 min. – Brasil/ SP
Assunto de Família - Caru Alves de Souza – 13 min. – Brasil/ SP
Canção para minha irmã - Pedro Severien – 18 min. – Brasil/ PE
Capela - Gustavo Rosa de Moura – 12 min. – Brasil/ SP
Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo - Rodrigo John – 8 min. – Brasil/ RS
Charizard - Leonardo Mouramateus – 14 min. – Brasil/ CE
Desterro - Marília Hughes, Claudio Marques – 14 min. – Brasil/  BA
Dia estrelado - Nara Normande – 17 min. – Brasil/ PE
Dique - Adalberto Oliveira – 19 min. – Brasil/ PE
Dizem que os Cães Veem Coisas - Guto Parente – 12 min. – Brasil/ CE
Dois - Thiago Ricarte – 16 min. – Brasil/  SP
Epifânio - Glaucia Barbosa – 20 min. – Brasil/ CE
Espírito Santo futebol clube - André Ehrlich Lucas, Lucas Vetekesky – 30 min. - Brasil/ ES
Europa - Leonardo Mouramateus – 19 min. – Brasil/ CE
Fim de Férias - Camille Entratice – 21 min. – Brasil/  SP
Fugaz - Joacelio Batista – 12 min. – Brasil/ MG
Laje do Céu - Leonardo França – 15 min. – Brasil/  BA
Limbo – Cao Guimarães – 20 min. – Brasil/ MG
Lullaby – André Lage – 11 min. – Brasil/  MG
Menino do Cinco - Marcelo Matos, Wallace Nogueira – 20 min. – Brasil/ BA
Na sua companhia - Marcelo Caetano – 22 min. – Brasil/ SP
O Duplo - Juliana Rojas – 25 min. – Brasil/ SP
Oma - Michel Wahrmann – 22 min. – Brasil/ SP
Orwo Foma - Karen Black, Lia Letícia – 10 min. – Brasil/ RJ/PE
Os mortos vivos - Anita Rocha da Silveira – 13 min. – Brasil/ RJ
Porcos Raivosos - Isabel Penoni, Leonardo Sette – 10 min. – Brasil/  PE
Quando morremos à noite - Eduardo Morotó – 20 min. – Brasil/  RJ
Quinto Andar - Marco Nick – 8 min. - Brasil/ MG
Star Power Ready - Bernardo Barcellos, Leonardo Levis, Luisa Marques, Isabela – 17min. – Brasil/ RJ

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

[ ES∙KA∙KE ]




Breno Silva y yo fuimos invitados a ES ∙ KA∙ Kear  con otros artista mexicano, en R.A.T. - Residencias Artísticas por Intercambio en la sede  Puerto Mitla. En la Ciudad de México.
Aproveche esta oportunidad para agradecer a Danna, Sergio, Oliver, Irvin, Mike, Natalia, Goya, Susana y todos los participantes en el taller por su apoyo y amabilidad que nos dio este perio de residencia en la ciudad más grande en el mundo.
Espero volver pronto, por que Mexico és muy padre!!!

Para quiem  todavía no conoces a R.A.T. y tiene un interés en sus actividades y en su programa residencial busque a tu sitio ó facebook.

Breno ES-KA-KEANDO


Queridos amigos de R.A.T.
Breno Silva e eu fomos convidados a ES∙KA∙KEAR com outros artista mexicanos em R.A.T. - Residencias Artisticas por Intercambio na sede Puerto Mitla. Na cidade do México.
Aprovecho esta oportunidad para agradecer a Danna, Sergio, Oliver, Irvin, Natalia, Goya, Susana por su recepción. Á Mike,  Fernanday Paulo Nazarth por el cariño que siempre tuvo por el proyecto. A todos los participantes del taller y los participantes de R.A.T. por guiarnos en sus límites subjtivos , geográficos y emocionales.
Espero retornar em breve.
ES-KA-KEANDO

Encontro final da oficina.

Reunión final del Taller


Para que ainda conhece a R.A.T. e tem interesse nas suas atividades e no seu programa de residencias é so entar no site ou facebook. Para saber mais sobre o ES-KA-KE leia o texto abaixo:


[ ES∙KA∙KE  ]                                          [ R.A.T. ] Residencias Artísticas por Intercambio


Un día termina la carrera (o cualquier estudio, para el caso) y con ello termina una oportunidad desenfadada y cordial de discutir proyectos y compartir experiencias. Un día esas conversaciones sencillas se convierten en riesgo inminente, pozo de tiburones sin jaula de protección. Y asalta el comentario venenoso y la crítica acerba.
Pero criticar trasciende el “me gusta” de Facebook: verter luz sobre un punto importante o de natural luminoso, reconocer un momento alto en una pieza, pero despedazar —también— un ripio, asesinar un lugar común, y con absoluta certeza emitir un juicio fundamentado. Por lo demás, a la crítica a veces le falta interacción, ponerse en los zapatos del otro, y particularmente jugar.

[ ES∙KA∙KE  ] abre la puerta a un juego de pares: productores de trayectoria consolidada comparten un momento para discutir su obra y la de nuevos creadores, en condición de igualdad, aventando su primer peón y dispuestos —todos— a seguir moviendo sus piezas en el tablero.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O MENINO QUE COLHIA CASCAS NO MIVA 2012 - EQUADOR



O menino que colhia cascas será exibido no MIVA 2012, dentro da Mostra Audiovisual permanente em Quito, Equador. O vídeo será exibido entre os dias 24 de agosto à 14 de setembro.  

Miva é um dos primeiro projeto no gênero  no Equador e já se constituiu através de suas cinco versões anteriores em uma das manifestações artísticas e pesquisa, promoção e difusão com o maior impacto midiático dentro da arte audiovisual. A mostra nasce com a vocação de difundir e promover as artes audiovisuais e a formação de novos públicos, gestores e ações multidisciplinares.





Segue abaixo sua parogramação:



24 de Agosto: Inauguración MIVA 2012
Lugar: Casa de las Artes La Ronda
Hora: 20:00
Entrada Libre
Inauguración
Especial Runká 
sonoro visual

MUESTRA AUDIOVISUAL PERMANENTE
Del 24 de Agosto al 14 de Septiembre

Luis Daniel Delgado Telpis
IdeAndo Colectivo de Arte
Johanna Elizabeth Villavicencio Ordóñez
Diego Fernando Del Corral González / MEMORIA DURADERA
Wilmer Pozo Sánchez
Santiago David Santillán
MA. Dolores Sevilla INSTALACIÓN
Serie- Memorias
No Nacidos INSTALACIÓN 
Diego Andrés Ercolano ( Argentina )
Montserrat Rodríguez ( España)
Joacélio Batista ( Brasil)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

TALLER GRATUITO “ESPACIALIDAD DE LA EXPERIENCIA”




[ R.A.T.] --------------------------------- I . N . V . I . T . A .


Breno Silva y Joacélio Batista, residentes en [ R.A.T.] invitan al taller gratuito “Espacialidad de la Experiencia” mediante el cual explorarán los límites subjetivos de la ciudad de México como parte del proceso creativo para la elaboración de una pieza que integrará colaborativamente la experiencia vital de sus habitantes.

Presentación:

Taller de Investigación sobre los límites posibles, personales y sociales, de la ciudad de México. Identificaremos en estos espacios limítrofes, eventos y transformaciones de los sujetos, objetos y acciones que se cruzan y que van a darle formas y sentidos a los confines de la gran urbe.

El objetivo del taller es experimentar estos espacios, cuya identificación derivará de los procedimientos y conversaciones con sus residentes. Los artistas harán un registro de esas experiencias en diversas formas: video, entrevistas, fotos, textos, objetos… para construir una cartografía subjetiva de los límites de la ciudad.

Todos los participantes del taller recibirán crédito como colaboradores en el documental “límites de la ciudad,” realizado por los artistas durante su residencia en [R.A.T.]





Programación:

Sábado 18 de AGOSTO - presentación conceptual. Situacionismo. Metodología y definición de los grupos para los ejercicios de campo.

Domingo 19 a viernes 24 - Los artistas acompañarán a un grupo de investigación por día al límite de la ciudad que cada grupo defina.

Sábado 25 – Presentación de los resultados: cartografía subjetiva de los límites de la ciudad, por todos los participantes en el taller.

INTERESADOS FAVOR DE INSCRIBIRSE EN:
r.a.t.residencias.artisticas@gmail.com

Breno Silva – Artista, arquitecto y urbanista. Realiza trabajos de colaboración entre las artes y situaciones urbanas experimentales.
http://lotevago.blogspot.mx/

Joacélio Batista es videomaker y trabaja en la producción de documentales inspirados en los situacionistas y animaciones desarrolladas a partir de poética experimental.
http://joaceliobatista.blogspot.mx/

terça-feira, 31 de julho de 2012

ENTRE CAUSOS, QUADRINHOS E VIAGENS: [DEZ]OCUPAÇÕES



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No dia 29 de julho minha querida amiga e colega de Bolsa Pampulha Ana Moravi, defendeu dissertação de Mestrado: Horizonte Transversais: Artes da Imagem e do Som em Minas Gerais (2000 - 1010). Ana fez um belo recorte sobre a produção audiovisual de mineira da ultima década.Com a autorização da mesma estou publicando aqui no blog o texto em que, a agora, Mestre em Artes Visuais pela UFMG comenta meus trabalhos.



Ana Moravi
Pra saber mais sobre Ana Moravi:
http://youtube.com/anamoravi
http://anamoravi.blogspot.com


Abaixo o texto de Ana Moravi:


Entre causos, quadrinhos e viagens: [dez]ocupações


Joacélio Batista
Apreciador da deriva, Joacélio Batista é um viajante de mente aberta e sensibilidade alerta, que tem na família o pouso do afeto e mil causos para contar. Dos causos aos vídeos, seu imaginário mergulhou nas histórias em quadrinhos, filmes hollywoodianos e muita TV que, juntos com sua formação em Animação e Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG, o ajudaram a construir um universo de imagens em movimento que são encontros com devires. A solidão se transforma em performance, que se transforma em testemunho do afeto familiar, que se transforma em olhar estrangeiro, que, por sua vez, transforma-se em brincadeiras e pesadelos infantis. Entre imóveis sujeitos em cena da série de animações intituladas com poéticos questionamentos (Se estou certo, porque meu coração bate do lado errado? (2004)1, Se me queimo no fogo do desejo, porque meus olhos ardem n’água? (2007)2) à impossibilidade de os corpos se manterem parados no inquieto espaço de Sem Passo, Sem Piso (2011)3, Batista faz do corpo dispositivo e depois experimenta o contrário, sujeita o corpo a um dispositivo que age sobre ele.
Na maior parte da série de animação, além dos nomes que são perguntas, há uma pessoa como centro da imagem. Tem a questão da animação – o sujeito em cena sempre está fixo,enquanto o ambiente, o cenário está mudando, é frenético. Daí tem essa questão, a única coisa que é fixa é o que dá a noção do movimento nessa sequência de fotos. E tem o lugar desse sujeito, de ser o centro da coisa, do mundo. Depois, quando eu faço o Sem Passo, Sem Piso, é meio uma resposta para isso. Porque ele acaba sendo o contrário, lá tenho o controle através do sujeito em cena que fixa a ideia de imagem, que fixa a ideia de mundo. No Sem Passo, Sem Pisoconstruo um mecanismo para fazer o filme que dita tudo. Ele dita montagem da câmera, ele e a câmera são uma coisa só. E dita, praticamente dirige na interferência dele, do espaço com o performer, ele também dirige a performance, ele aponta para onde vai a performance, para onde vai o vídeo, para onde vai a câmera, dentro do movimento aleatório dele (BATISTA, 2011).
Um corpo que vaga só pelo deserto de sal ou que parece ser observado pelos olhares das crianças africanas diante da câmera – ao assistir a vídeos de Bill Viola e Eder Santos em uma exposição em São Paulo no fim dos anos 1990, Batista reconheceu no vídeo um meio repleto de possibilidades de criação e que é mais acessível, principalmente após a disseminação das ilhas digitais. Um dos primeiros trabalhos foi o vídeo Vestes Recém Tiradas (2003)4 realizado a partir de um convite do artista Daniel Saraiva para uma experiência entre vídeo e performance. Convite aceito, uma câmera emprestada e a recusa de Daniel em dirigir ou predizer suas ações, Batista teve, como se costuma dizer, que ‘pegar o boi pelo chifre’. No vídeo, Daniel Saraiva arrasta-se envolvido por uma capa de couro de vaca pelo chão de terra de um curral e estabelece uma relação com os animais que remete ao afeto dos instintos primordiais.
A força do trabalho impressa nos gestos e imagens reverberou e Batista foi convidado pelo CEIA5 (Centro de Experimentação e Informação de Arte, iniciativa dos artistas Marcos Hill e Marco Paulo Rolla) para uma residência na África do Sul realizada em parceria com o grupo de artistas PULSE de Durban, dentro do projeto BlindSpaces / Espaços Cegos que propunha pensar “a cidade como o espaço do corpo. Um país como expansãodesse espaço de enigma inatingível. A sociedade globalizada como um elo nas diferenças”6. Desse intercâmbio de fortes trocas simbólicas, surge, entre outros trabalhos e ações, o vídeo Artifícios do Olhar (2004)7, realizado por Batista em coautoria com o artista mineiro Pablo Lobato. Nesse documentário as câmeras trocam de mãos com homens, mulheres e crianças que, entre olhares curiosos, sorridentes, compenetrados, perscrutadores, nos revelam um pouco mais de seus costumes através das imagens que captam. Artifícios do Olhar (2004) utiliza uma estratégia de abordagem generosa na medida em que faz da câmera um instrumento de empatia criando com as pessoas documentadas um compartilhamento de olhares e de espaços enquadrados. O vídeo surge da convergência de sensibilidades entre os artistas e as experiências vividas em meio àquelas paisagens e pessoas. Sobre esse vídeo Batista escreve: “Dar às pessoas de Durban a possibilidade de ver a si mesmas através da câmera. Quebrando o mito de que a tela do vídeo era algo inalcançável, destinado  a poucos eleitos. [...]”8. As crianças que se apertam na frente do monitor da câmera ou cantam ao fundo enquanto Batista observa Henry Mshulolo, artesão local, fazer um autorretrato, são o ponto de partida do vídeo que desvenda espaços cegos e compartilha o desejo daquelas crianças Zulus: “Eu quero ver, eu quero ver!”
Após um período em que não realizou trabalhos autorais, o artista voltou o seu olhar para o próprio universo familiar e deu início a pesquisa documental que incorporou vídeos como Entre o terreiro e a cozinha9(2007), Bucólica I10 e Bucólica II11(2009),Saudade Doce12(2008) e a instalação Na Sala Nova da Casa (2011),apresentada no 30° Salão Nacional de Artes de Belo Horizonte – Bolsa Pampulha 2010/2011.
Entre o terreiro e a cozinha (2007)é uma declaração de afeto, cumplicidade e a revelação de como as noções estéticas se particularizam com o passar do tempo. O vídeo traz um encontro “entre avó e neto, causos, canção de ninar, uma discussão sobre o belo, e homenagens”13 que criam em quem assiste uma identificação com memórias e afetos familiares pessoais:

terça-feira, 17 de julho de 2012

FUGAZ NO CINEMA DE GARAGEM


Baseada no livro que apresentou um panorama da produção do cinema independente do primeira década do século XXI, CINEMA de GARAGEM dos queridos amigos Dellani Lima e Marcelo Ikeda a Caixa Cultural Rio exibirá a partir de 24 de julho uma curadoria feita pelos autores do livro, com 24 longas e 45 curtas, alem de sessões comentadas e cursos. 

Marcelo Ikeda e Dellani Lima

"São filmes de uma geração jovem feitos não visando sua inserção no mercado, como meros produtos da indústria cultural, mas que são primordialmente expressões das visões de mundo e de arte de seus realizadores. Filmes realizados em diversas regiões do país, com um modo de produção colaborativo, em que a organização das equipes de filmagem acontece de forma mais flexível. Filmes moldados a partir do próprio processo de filmagem e de edição do material filmado, mais do que previamente demarcados a partir de um roteiro e de uma decupagem prévios. Filmes que exploram as fronteiras entre os gêneros cinematográficos, entre a ficção, o documentário e o ensaio visual, dialogando com outras expressões artísticas (a performance, a dança, as artes visuais, o teatro, ...). Filmes que se abrem para outras formas de organização narrativa, como um “cinema de fluxo” permeado por relações sensoriais mais livres, menos esquemáticas."




Fugaz estará muito bem acompanhado de curtas de grade artistas  no programa "Curtas 4".  Trabalho de  Felipe Barros, Marcellvs L,  Alex Lindolfo, Kika Nicolela, Arthur Tuoto, Cristina Miranda,  André Scucato e Cristina Pinheiro.


Dellani Lima define o programa assim: 
"Os pensamentos mais secretos. A sede dos sentimentos e dos valores afetivos. A evocação dos ciclos do tempo. A beleza plástica do mistério, das inquietações. A ação descontrolada, da identificação do próprio corpo, da verdadeira natureza humana. O sentido do refúgio temporário, negar o naturalismo e experimentar a essência das coisas". 

Livro Cinema de Garagem






Pra acessar os horários da sessão de Fugaz:

Pra conferir toda programação: